Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Páginas: 335
Editora: Arqueiro
Páginas: 335
Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.
Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias. Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome. Então, é isso mesmo. Estou ferrado". Pág. 14.
Uma ficção científica incrível, que possui um embasamento teórico muito rico e mesmo assim não deixa a leitura chata ou cansativa.
Quando Mark sofre um acidente e a tripulação precisa ir embora de Marte as pressas acreditando que ele está morto, o astronauta começa um 'corrida' contra o tempo para conseguir se manter vivo até que a próxima expedição chegue ao planeta, o que deve ocorrer em quatro anos. O principal problema é que a comida disponível não durará até o resgate e ele não tem comunicação nenhuma com a Terra para avisar que está vivo.
Nos cinco primeiros capítulos o personagem começa a pensar em formas de sobreviver e a colocar em prática vários planos. Quando comecei os primeiros capítulos, pensei que seria muito cansativo a leitura, já que na maior parte do tempo Mark está explicando como vai fazer para aumentar o reservatório de água, para criar hidrogênio, fazer um solo fértil e mais um monte de coisas científicas.
Mas a partir do capítulo seis as coisas começam a mudar e o livro fica mais dinâmico. Através de satélites a Nasa descobre que Mark está vivo e começa a acompanhar, através de fotos, a saga do personagem, ao mesmo tempo em que começa a traçar planos para resgatá-lo com vida.
"Minha conversa com a Nasa sobre o reaproveitador de água foi chata e cheia de detalhes técnicos. Portanto, vou parafraseá-la para você.
Eu: 'Isso com certeza é um entupimento. Que tal eu desmontá-lo e verificar os tubos internos?'
Nasa (depois de cinco horas de deliberação): 'Não, você vai ferrar com tudo e morrer'.
Então eu o desmontei".
Os capítulos são divididos entre narrações em primeira pessoa de Mark e em terceira pessoa quando se trata da Nasa ou as coisas que se passam na Terra. A parte de Mark é narrada em forma de diário de bordo, onde ele vai contando o que acontece nos seus dias para o caso de se morrer em Marte, alguém encontrar seu diário.
O personagem é muito bem construído e passa por vários momentos diferentes, mas ao mesmo tempo é muito bem humorado e irônico tendo em vista toda a situação pela qual está passando. Em várias o livro deixa o leitor agoniado, quando você pensa que vai dar certo o plano do personagem, acontece alguma coisa que muda tudo e a gente se envolvido para que ele consiga sair dali.
E as partes com as explicações científicas, que no começo achei cansativas, no decorrer da leitura considerei como ponto positivo, já que o autor vai esclarecendo, em forma de narração do próprio personagem, os passos para conseguir tais coisas de forma que a história não fique tão absurda, e até para mim, leiga no assunto, ficou fácil de entender.
"Fico pensando se algum dia vão descobrir o que realmente aconteceu. Tenho estado tão ocupado tentando me manter vivo que nunca pensei no que meus pais devem estar passando. Neste momento, estão sentindo a pior dor que alguém pode suportar. Eu daria tudo para avisá-los que ainda estou vivo.
Acho que vou ter que sobreviver para me redimir". Pág. 22.
* O livro teve os direitos comprados e o filme está previsto para ser lançado em 2015.


























