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Teto para dois - Beth O'Leary

segunda-feira, 12 de abril de 2021

 

Teto para dois - Beth O'leary

Sinopse: Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela;
Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado.
Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama.
Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?

"Quando repetimos uma verdade vezes o bastante, quando nos esforçamos o suficiente, um dia funciona".

Conforme já explicado na sinopse, o livro conta a história de Leon e Tiffy, que dividem um apartamento em horários diferentes.

A história intercala em capítulos narrados por Tiffy e pelo Leon, o que é interessante, porque permite acompanhar as visões de cada um acerca do fato de dividirem a cama com um estranho, e também o dia a dia de cada um.

As narrações em primeira pessoa também fazem com a que a gente conheça um pouco mais da personalidade de cada personagem.

Fica claro que eles são muito diferentes, sendo Leon mais introvertido e na dele, enquanto a Tiffy é mais tagarela e extravagante.

Além do desenvolvimento de um relacionamento baseado em recados deixados em post-its, que começa com o fortalecimento de uma amizade para depois vir o romance, que torna mais crível e faz com que a gente se conecte mais aos personagens, o livro também trata de temas importantes.

Um deles é o relacionamento abusivo. Tiffy viveu um desses relacionamentos e, assim como ocorre na vida real, só se deu conta muito tempo depois.

A gente não cansa de ver relatos de pessoas que ficam presas neste tipo de relacionamento exatamente por não enxergar que se trata de uma relação abusiva, e o livro traz situações que demonstram como agem esses abusadores.

Claro que cada situação é diferente, mas é importante tratar deste tipo de tema até para alertar sobre como funciona.

Outro tema trazido é sobre inocentes acusados de crimes que não cometeram. Aqui já é uma situação delicada, porque a nossa justiça, infelizmente, é muitas vezes falha e fica difícil para a gente julgar quem é inocente e quem é culpado sem saber de todos os detalhes, que é o ocorre na maioria das vezes.

Por se tratar de ficção, a gente acompanha o irmão do Leon, que está preso por um crime que não cometeu. A autora traz uma série de fatos que demonstram como, mesmo tendo como provar a inocência, ele acaba condenado.

São temas que fazem parte do nosso dia a dia, mesmo que não próximos, todo mundo conhece alguém ou já ouviu falar dessas situações.

No caso do romance principal, é muito interessante acompanhar a trajetória e crescimento dos personagens, não apenas na parte do romance, mas como indivíduos, as trajetórias pessoais de cada um.

A narrativa é gostosa, prende, mas há momentos que o desenvolvimento é lento e precisa de um pouco de força de vontade para continuar.

Também tem muitos personagens apresentados ao longo da história que acabam ficando muitas coisas acontecendo: um paciente em busca de um amor do qual se afastou durante a guerra, uma menina lutando contra a leucemia, autora de livros do-it-yourself em busca de reconhecimento.

Enfim, achei que tantas histórias, apesar de casarem bem com a jornada dos personagens, acabaram juntando muitos assuntos que ficaram meio sem o destaque que mereciam.

Por tratar de tantos temas e alguns importantes, algumas coisas ficam meio corridas, mas aí é meu lado que acha que alguns assuntos precisam ser aprofundados e não podem ser deixados como se fossem simples de resolver.

No entanto, pela forma como são tratados, não deixa o livro pesado, com uma carga dramática demais e deixa a história leve e divertida, ótima para curar uma ressaca literária, por exemplo.

Personagens secundários também são importantes para a história. Fica claro a importância de uma rede de apoio, de amigos, para superar traumas, incentivar e comemorar as vitórias também.

No geral, é um livro leve, de leitura rápida e que ainda traz mensagens importantes e abre os olhos para situações presentes no nosso dia a dia e a forma como muitas coisas fogem ao nosso controle.

E apesar de muitos temas pesados, também há humor e o livro faz rir em diversos momentos, com situações cômicas que não o deixam trágico. 

Vale a pena a leitura. 

Onde deixarei meu coração - Sarra Manning

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Título: Onde deixarei meu coração
Autora: Sarra Manning
Editora: Galera
Páginas: 334
 
Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes... Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora.

No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa.

Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?

Um livro adolescente, mas que fala sobre temas interessantes e que mostra o crescimento e amadurecimento da personagem, em uma época da vida que as pessoas costumam prezar muito por aceitação e opinião alheia. É possível se identificar com algumas coisas que acontecem na vida de Bea, porque pelo menos alguma coisa já passamos ou vimos alguém passar.

Bea sempre foi uma adolescente "certinha", do tipo que sempre vai a escola, pilates com a avó e sai para passear com os irmãos gêmeos, pelo fato de ter uma mãe controladora que não a deixa fazer nada.

Sem nunca ter sido notada ou ter destaque entre os grupos da escola, um dia ela ganha uma oportunidade no grupo das populares, que a chamam para andar com elas. De princípio ela não quer muito, mas acaba indo e se encantando por ter tido essa "chance" de ser reconhecida por alguém, ainda mais por serem as meninas de que todos queriam ser amigos.

Necessitando da aprovação do grupo e com ajuda da avó, ela convence a mãe a deixar-lá sair com as novas amigas todos os sábados a noite. Depois de algum tempo, ela também é convidada para passar férias em Málaga com essas meninas.

Chegando em Málaga, tudo começa a mudar. Bea, que era sempre bem tratada pelo grupo, passa a ser deixada de lado e descobre que tudo, desde o convite a entrar para o grupo, não passava de um plano. Por ela ser certinha, as meninas a chamaram por ser mais fácil convencer suas mães a deixarem que elas viajassem sozinhas se Bea estivesse junto.

Depois de vários acontecimentos e humilhações, ela decide ir embora de Málaga e ir para Paris, onde mora seu pai, que ela nunca conheceu. A viagem dá errado, ela se perde e começa uma nova aventura na vida de Bea, que precisa se virar sozinha pela primeira na vida e escolher se volta para casa, onde será repreendida pela mãe, ou tentar ir a Paris, mesmo sem saber nada sobre o pai nem falar fluentemente o idioma.

O livro conta toda a trajetória de Bea, que no começo é uma pessoa que tem medo de expor sua opinião e por sempre ter vivido uma vida mais privada, começa a fazer algumas coisas idiotas quando enfim alguém começa a dar importância para ela, sempre querendo aprovação do grupo e não se impondo por ter medo de desagradar.

Da mesma forma, pela mãe nunca ter dado liberdade, ela tem medo de pedir as coisas e tem auto estima baixa, apesar de se sentir um pouco "sem graça", aceita as condições e imposições da mãe, que dá pitaco em tudo que a menina faz e sufoca a coitada com exceso de proteção.

O ponto de virada começa quando ela é humilhada na viagem. Cansada de aguentar vários desaforos, Bea decide dar um basta na situação e decide se mostrar, parar de sofrer tudo calada e falar tudo o que estava “entalado”.

Depois do episódio, ela se vê sozinha pela primeira vez na vida em um país diferente e é forçada a tomar decisões sobre sua vida que até então nunca havia precisado.

É muito interessante acompanhar o crescimento da personagem e o desenvolvimento de sua personalidade, que passa de alguém que vive a sombra dos outros, sem opinião própria, para uma pessoa capaz de cuidar da própria vida e qu e se impõe diante das situações. Apesar de ainda ter algumas atitudes infantis e egoístas, Bea amadurece muito durante o desenvolvimento da história.

Durante a viagem pela Europa e Paris, ela faz novos amigos, conhece um garoto, Toph, que embarca com ela nessa viagem de conhecimento e é muito bacana ver como o personagem também ajuda no crescimento de Bea. Obviamente rola um romance, mas o foco durante a maior parte do livro é na amizade e companheirismo dos personagens.

Acontecem várias coisas que não cabem contar porque seriam spoilers, mas o livro trata bastante sobre relacionamentos pessoais, não só amorosos, mas relacionamento com outras pessoas, amigos e família, sobre construção de personalidade, amadurecimento e sobre o processo de desconstrução da da imagem que as pessoas têm da gente e o que de fato somos ou queremos ser.

Sobre relacionamento familiar, temos o confronto entre Bea e a mãe, que sempre teve a menina em rédeas curtas e precisa aceitar esse novo lado, onde sem autorização ela decide ir em busca do pai, que sempre foi assunto proibido em casa. Nessa jornada, ela não descobre apenas fatos sobre pai, mas sobre sua mãe e o motivo do pai nunca ter vindo a tona.

A narração é feita em primeira pessoa, o que é um ponto positivo nesse livro porque podemos e acompanhar todas as fases da Bea conforme o que ela está sentindo no momento. A narração é bastante fluída e, apesar de ter quase 400 páginas, dá pra ler super rápido. Além disso, temos uma viagem por alguns pontos de Paris junto com ela, e conhecer um pouco de outros lugares sempre é um ponto positivo.

É um livro com uma trama adolescente, então tem algumas intrigas e algumas coisas mais fúteis. O ponto negativo fica por conta de algumas partes, principalmente quando ela está se relacionando com novas amigas, onde acontecem algumas coisas que deixa o livro um pouco parado.

Porém, apesar de adolescente, tem uma história bacana e acredito que pode ser lido por todas as faixas etárias e todos que interessem pelo tema.

O futuro de nós dois - Jay Asher e Carolyn Mackler

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Autores: Jay Asher e Carolyn Mackler
Editora: Galera Record
Páginas: 381


É 1996 e menos da metade dos alunos das escolas de ensino médio dos Estados Unidos já tinham usado a internet. Emma acaba de ganhar o primeiro computador e um CD-Rom da América Online de Josh, seu melhor amigo. E ao instalar o programa, logo no primeiro acesso, descobrem que acabam de entrar no Facebook, dali a 15 anos. Todos se perguntam como será o futuro.Josh e Emma estão prestes a descobrir...

Uma leitura super leve e rápida, cheia de clichês e sem grandes reviravoltas, mas costumo gostar dessas histórias mais despretensiosas e com esse livro não foi diferente.

O futuro de nós dois conta a história de Josh e Emma, vizinhos e amigos de longa data. Depois de ganhar um computador do pai e instalar o programa de internet, Emma descobre o Facebook. O grande X da questão é que o ano é 1996 e nesta época o Facebook ainda não existia.

O perfil de Emma tem fotos e informações dela dali a 15 anos, assim como o de Josh. Com uma visão de como estarão no futuro, os dois começam a fazer coisas no presente que acabam modificando o futuro a cada vez que abrem a rede social.

Josh é um personagem muito fofo. Do tipo mais tímido, ele tem um amor não correspondido por Emma. Já Emma é a típica personagem chata e egoísta que desperta a vontade de entrar no livro e dar umas boas sacudidas. Ela tem medo de expor os sentimentos e acaba tendo vários relacionamentos sem significado.

Quando descobre o que o futuro os reserva, os dois primeiro ficam em choque, Josh atéacha que se trata de uma brincadeira, mas depois eles acabam aceitando o futuro. Josh aparentemente terá uma boa vida, enquanto Emma não gosta do seu eu no futuro.

Sem saber, os dois acabam fazendo coisas que interferem nesse futuro e quando percebe isso, Emma começa a tentar mudar o futuro propositalmente. É aí que entra o lado egoísta da personagem: ela começa a fazer coisas que interferem não só na vida dela, mas também na dos amigos, de forma negativa inclusive, apenas para que ela tenha uma boa vida também. Isso sem contar que a todo momento ela compara o seu futuro com o de Josh, deixando claro o quanto é invejosa.

Ao mesmo tempo algumas coisas são justificáveis. Se eu visse que uma coisa que eu fiz hoje me prejudicou de alguma forma no futuro, possivelmente faria diferente e tentaria mudar de alguma forma.
" - Eu me lembro da teoria do dominó - comenta e assiste a mais alguns segundos dos homens discutindo na TV. - Se não impedirmos algo ruim de acontecer, a coisa continua se disseminando até ficar praticamente impossível tomar alguma providência a respeito dela. Pág. 287
Chega um momento em que as tentativas de mudar o futuro acabam interferindo também no presente e a personagem precisa analisar até que ponto essas mudanças valem a pena e quando é hora de parar de olhar para dali a 15 anos e focar no presente.

A narrativa é dividida entre os dois personagens e isso é um grande positivo, porque dá para acompanhar a forma como cada um encara os fatos. Além disso, o livro tem uma parte mais cômica também e é bacana acompanhar as situações em que os personagens se metem para tentar mudar as coisas.

Outra ponto bastante interessante foi acompanhar e relembrar como as coisas eram antes desse "boom" da internet, como por exemplo a internet discada, o discman, as fotos que precisavam obrigatoriamente serem reveladas e o celular que só servia mesmo para fazer e receber ligações.

É interessante perceber como a nossa vida é totalmente ligada na tecnologia e como tudo é mais fácil hoje em dia. Em 1996, por exemplo, os personagens precisam andar quilômetros para dar um recado para alguém, quando hoje podemos ligar, mandar uma mensagem ou whatsapp.

E mesmo a história não sendo tão profunda, até porque nem tem essa pretensão, ainda dá para tirar como reflexão o fato de como as coisas que a gente faz tem influência na nossa vida. AS escolhas que fazemos hoje influem diretamente no nosso futuro. Mas também deixa a se pensar que precisamos sim fazer nossas escolhas pensando no que é melhor pra gente, mas nem por isso temos que deixar de viver o presente e focar apenas lá na frente.

Enfim, é um livro adolescente com um pouco de comédia, drama e um enredo bacana com uma narrativa que flui. Volto a dizer, não é um livro inovador ou com reviravoltas surpreendentes, mas é sim uma boa leitura.

Primeiras impressões: A playlist de Hayden - Michelle Falkoff

quinta-feira, 26 de março de 2015

Autora: Michelle Falkoff
Editora: Novo Conceito
Páginas: 288

Depois da morte de seu amigo, Sam parece um fantasma vagando pelos corredores da escola, o que não é muito diferente de antes. Ele sabe que tem que aceitar o que Hayden fez, mas se culpa pelo que aconteceu e não consegue mudar o que sente.


Enquanto ouve música por música da lista deixada por Hayden, Sam tenta descobrir o que exatamente aconteceu naquela noite. E, quanto mais ele ouve e reflete sobre o passado, mais segredos descobre sobre seu amigo e sobre a vida que ele levava.







* Recebi os primeiros oito capítulo do livro A playlist de Hayden e vou contar as primeiras impressões que tive do livro. Funcionando mais ou menos como o "Li té a página 100 e,...", onde a gente conta o que está achando da leitura.

Isto é o que Sam sabe:
- Houve uma festa. 
- Houve uma briga.
- Na manhã seguinte, o melhor amigo de Sam, Hayden, estava morto.
- Tudo o que ele deixou para Sam foi uma playlist - e um bilhete.

O que Sam não sabe é:
- Por quê?

Sam e Hayden eram melhores amigos e o livro começa com Sam encontrando o amigo morto. Junto ao corpo, Hayden deixou um pen drive com diversas músicas e um bilhete dizendo para Sam ouvir e que dessa forma ele entenderia o que aconteceu.

Para tentar entender o motivo que levou Hayden a se suicidar, Sam começa a ouvir as músicas, além de tentar se lembrar o que houve na noite do fatídico dia.

O livro é narrado pelo Sam e esse é um ponto positivo, já que como ele não se lembra do que houve e tenta desvendar os mistérios, acabamos envolvidos nessa procura pela verdade e curiosos para descobrir o que de fato aconteceu e o que levou Hayden a tomar essa decisão.

Em alguns momentos, Sam lembra de situações que aconteceram no passado, quando ainda estava com o amigo, e isso nos permite conhecer um pouco da personalidade de Hayden. O garoto é descrito como alguém solitário, nerd e que sofria bullying na escola e dentro de casa pelo irmão.

Ao longo dos capítulos surgem outros personagens que aumentam o suspense sobre a vida de Hayden, já que o que Sam pensou que ele fosse parece não ser exatamente o que ele era e anônimos parecem ter as respostas que Sam procura.

Além de todo esse suspense, a música também está bastante presente, claro. Cada capítulo começa com uma música e Sam precisa fazer as ligações entre a música e a vida de Hayden para tentar ligar as pontas, já que o amigo não deixou nenhum bilhete explicativo.

O livro mistura várias emoções e sentimentos, como amizade, a dor de perder alguém próximo e querido e traz ainda o mistério que envolve a morte de Hayden, além de falar de temas atuais, como o bullying e fazer diversas referências ao universo geek.

O que aconteceu na noite do suicidio? O que levou o adolescente a se matar? Houve um culpado? O que as músicas querem dizer e quem são as pessoas que parecem conhecer Hayden melhor do que seu único e melhor amigo? Essas são perguntas que ficam na nossa cabeça durante a leitura e que nos envolvem na história. 

A resposta ainda não descobri, mas os primeiros capítulos me deixaram curiosa o suficiente para aguardar ansiosamente o lançamento do livro, que está previsto para o dia 6 de abril.

"Muitas pessoas querem ser invisíveis. Talvez elas até pensem que podem fingir que são. Mas sempre alguém as vê". Pág. 44.

Amor sem limites - Abbi Glines

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas:


Blaire Wynn conheceu Rush Finlay num momento muito difícil da vida dela, logo depois de perder a mãe e a casa em que morava. Filho de um astro do rock, Rush vivia num mundo de luxo, sexo sem compromisso e total despreocupação com o futuro. 
Exatamente o oposto de tudo o que Blaire conhecia. Mesmo com tantas diferenças, a paixão entre os dois foi arrebatadora. Porém Rush guardava um segredo de sua família que levou ao fim do namoro e a um período de tristeza absoluta para o casal. Mas eles já não sabiam viver um sem o outro e cederam de novo àquele sentimento irresistível. Agora Blaire está grávida, eles estão felizes e planejam se casar. Mas nem tudo está garantido. O pai de Rush chega trazendo más notícias e novamente os antigos problemas de família podem fazer com que os dois se afastem.

Este é o terceiro e último livro da série Sem Limites. Confira as resenhas de Paixão sem limites e Tentação sem limites. Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores.

Em amor sem limites, Blaire e Rush estão felizes, ela está grávida e eles planejam se casar. Porém, o pai de Rush chega e pede para que ele ajude Nan, a irmã que foi a responsável pela separação anterior do casal e essa reaproximação de Rush e Nan, acaba causando o afastamento dele e de Blaire.

Nan está morando com Kiro, que é seu pai e está fazendo de tudo para chamar a atenção. Dividido entre ajudar a irmã nos momentos de loucura e entre Blaire e o filho que eles esperam, Rush acaba algumas vezes priorizando a irmã, o que deixa Blaire chateada e ela decidi ir passar um tempo com seu pai.

O drama mexicano continua presente neste livro e continuo achando algumas situações muito exageradas. Não considero um problema Rush ajudar a irmã, até porque ele não abandona Blaire, mas alguns momentos longe parecem o fim do mundo e uma coisa fácil de ser resolvida vira uma bola de neve em uma drama sem fim. Mas em alguns pontos eu entendo e Blaire, já que Nan sempre foi um problema entre eles e mesmo sabendo disso Rush parece um cachorro que abana o rabinho para tudo o que a irmã quer. 

Apesar de ter várias coisas que me incomodam, nunca sei definir exatamente o que eu sinto por essa série. Ela tem todos os elementos para ser uma história que eu acharia ruim, mas a narrativa é muito boa e prende a atenção, que sempre vou lendo mais um capítulo e de capítulo em capítulo termino o livro em poucas horas. A forma como a autora conduz a história deixa o leitor preso e querendo saber o que vai acontecer em seguida.

Acredito que o motivo de eu não ter gostado tanto dessa série é que não achei Rush tão interessante e as inseguranças de Blaire me fizeram pegar um pouco de raiva da personagem logo no primeiro livro. Todos os personagens secundários (menos Nan) sempre me interessaram mais. 

Aliás, por falar em personagens secundários, outro ponto positivo desse livro é que além da narração já conhecida dividida entre Rush e Blaire, há capítulos narrados por Grant e por Harlow, irmã de Nan. O Grant desde o primeiro livro foi um personagem que me chamou a atenção e conhecer um pouco mais dele e ser apresentada a nova personagem foi muito bacana. Já ansiosa pelo livro com a história deles.

Enfim, a história de Rush e Blaire tem um final bacana depois de tantas montanhas russas no meio do caminho. Acredito que ainda veremos os dois nos outros livros que se passam no universo de Rosemary Beach que eu vou continuar acompanhando. E como tem gente que ama a série, indico que todos leiam para tirar as próprias conclusões.

Confissões de uma banda 1 e 2 - Nina Malkin

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Autora: Nina Malkin
Editora: Galera Record
Páginas: 232


Uma banda de rock em rápida ascensão ao topo das paradas. Quatro jovens que mal se conhecem, transformados em celebridades. Mas se tornar uma celebridade do dia para a noite não é nada fácil. A Gostosa, ou melhor, Wynn, é uma eterna insegura, apesar de rica e bonita. Ela não acredita ter talento para tocar bateria e tem dúvidas de que a banda possa realmente ser bem-sucedida. Kendall, mais conhecida como A Voz, canta como um anjinho, treinada em muitas missas dominicais. Ela é o retrato da garota perfeita, mas, quando calça botas de rockstar, seu lado diabólico não demora a aparecer. Stella, A Chefe, não é tão linha dura quanto seu apelido pode fazer parecer. Ela é inteligente, confiante e segura a onda da banda nos momentos mais difíceis. Tudo bem, ela é um pouquinho mandona, mas alguém tem que ser, né? Já A/B, o garoto da banda, é um gênio musical e toca guitarra como ninguém. É desligado, meio largado, e mesmo assim arranca suspiros de suas colegas de banda e de muitas fãs. Ele só tem um problema: não entende nada de meninas e, às vezes, fica completamente perdido no meio de tantas garotas! 


Um empresário resolve formar uma banda e recruta quatro adolescentes que nunca se viram na vida para formar uma banda. Completamente diferentes, eles ensaiam dia e noite para tocar alguns covers e veem a sorte mudar quando são chamados para substituir uma banda que faria a trilha sonora de um filme, mas a vocalista se acidentou. O clipe com a música do filme estoura nas paradas de sucesso e os integrantes da banda viram celebridades do dia para a noite.

O livro é narrado pelos quatro integrantes da banda: Kendal, a voz, que como o apelido já diz é a vocalista da banda. Gordinha para os padrões da indústria, ela acaba sendo um modelo para outras garotas como ela. Wynn, a baterista, é conhecida como a gostosa devido aos atributos físicos. Além disso, é rica e se esforça para ser vista como algo além do corpo. Stella é A chefe devido a ser mandona e intimidar todos do grupo. A/B é o guitarrista e único menino da banda.

As narrações são intercaladas pelos personagens e a história é contada através de relatos dos personagens para uma câmera. Mais ou menos como se fossem os extras de um dvd. O bacana é que exatamente no ponto em que um para a narração, chega o outro personagem para continuar a história, então está sempre intercalando e todos estão contando sua versão de um mesmo fato, o que é bacana de acompanhar.

São quatro adolescentes, então é claro que tem todos aqueles dramas de adolescentes, do tipo preocupação com corpo, paixonites, inveja e mais outros dramas exagerados. Por ser uma banda que acabou de entrar na indústria da música e ser lançada ao estrelato, também conta um pouco sobre toda essa competição nesse mundo, a pressão para se manter no topo e manter uma boa imagem, além dos bastidores.

O livro é divertido e a narrativa flui. Dá para ler rapidinho e fica como indicação de leitura mais rápida e sem pretensão. Os personagens estão deslumbrados com esse novo mundo e com a realização de um sonho, mas por serem jovens estão mais preocupados em curtir o momento e com relacionamentos, então não tem nenhuma grande reflexão, mas dá para se distrair e se divertir com as histórias. O fim é bastante aberto, então a dica é que seja lido com a continuação já em mãos. 

"É por isso que eu odeio estereótipos. Você não pode se encaixar em nenhum porque você nunca sabe se vai encontrar alguém que é o extremo oposto de você por fora, mas por dentro entende você perfeitamente", Pág. 35.

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Confissões de uma banda - Alto, rápido e fora de controle

Páginas: 398

PODE CONTER SPOILERS DO PRIMEIRO LIVRO

O 6X acaba de lançar seu primeiro CD e está pronto para sair em turnê. A busca pelo estrelato começa com apresentações em pequenos lugares ao redor dos Estados Unidos, mas em pouco tempo o sucesso o leva para lugares incríveis como a Europa e o Japão. 

O segundo livro começa alguns meses após a situação onde termina o primeiro, mas com explicações em formato de reportagens sobre o que aconteceu até então.

Neste segundo volume o 6x acabou de lançar o primeiro CD e começa a fazer uma turnê por algumas cidades dos Estados Unidos, até que o disco estoura nas paradas fora do país e o sucesso se estende até países como Inglaterra e Japão e o grupo parte em uma turnê internacional.

Os personagens ainda continuam deslumbrados com todos os acontecimentos e grande parte dos problemas continuam relacionados a relacionamentos, continuar fazendo sucesso e serem aceitos. A gente sempre ouve falar que no mundo do showbiz há muito sexo, drogas e rock'n roll e tudo isto está presente neste livro, apesar de não ser este o foco.

A narrativa continua sendo feita pelos quatro personagens principais, integrantes da banda, o que é legal para acompanhar o que se passa na cabeça e na vida de cada um com o sucesso repentino. O bacana deste livro é que ele aborda outros problemas maiores e que a gente ouve falar. Os personagens se sentem pressionados com todo o sucesso e essa necessidade de sempre lançar algo novo para se manter nas paradas e cada um tem uma forma diferente de lidar com isso.

Problemas como bulimia, homossexualidade, inveja, competição e coisas negativas da fama são abordadas. Apesar de toda essa carga dramática, os personagens são jovens e ainda tem várias partes divertidas. O grande ponto negativo é que no fim tudo se resolveu muito rápido e parece que nem teve uma conclusão de fato para várias coisas. O caso de bulimia, por exemplo, que é uma coisa séria, foi super atropelado, além de outras questões.

De toda forma, é um livro rápido de ler e que garante algumas horas de entretenimento, mas não é o tipo de livro que traz uma super lição ou do tipo de ficar pensando na história horas após a leitura. Vale a leitura sem pretensão ou grandes expectativas.

Sete dias sem fim - Jonathan Tropper

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Autor: Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
Páginas: 295


Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica.
Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor.

Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não.



"Nunca se sabe quando há de ser a última vez que veremos nosso pai, ou beijaremos nossa esposa, ou brincaremos com nosso irmãozinho, mas sempre há uma última vez. Se conseguíssemos nos lembrar de todas as últimas vezes, jamais pararíamos de sofrer". Pág. 138/139.

Sabe quando parece que tudo dá errado na sua vida ao mesmo tempo? É o que acontece com Judd, que além de perder a mulher para o chefe e o emprego, o pai dele morre. Devido a isso, todos os quatro irmãos e suas respectivas famílias se reúnem na casa de sua mãe para cumprir o último desejo do falecido pai, que são sete dias de luto de acordo com a religião judaica, chamado de shivá.

Durante o período de shivá, a família deve permanecer na mesma casa, que fica aberta toda a tarde e os parentes devem ficar sentados em banco recebendo visitas de outros familiares, vizinhos e amigos.

Como toda família, eles tem vários problemas e as situações em que se encontram durante o luto são divertidas e cômicas, mas também são bem interessantes e eu diria até reais em alguns pontos, já que todos tem algum problema na família, mesmo que seja do tipo mais bobo e dá até para se identificar com algumas situações.

Nesse período de sete dias em que são obrigados a conviver, Judd precisa lidar  com suas emoções e sentimentos, coisa que sempre evitou ao máximo. Ele ainda reencontra pessoas com quem conviveu durante a infância, briga com alguns irmãos e parentes, mas também aproveita o tempo para repensar o que fez e anda fazendo da vida. O livro é narrado por ele e a maioria das situações são cômicas da forma como é narrado pelo personagem, que sempre tem um comentário irônico, engraçado ou dramático para cada situação. 

É uma comédia que além de fazer rir também faz pensar sobre vários assuntos. Durante o período em que convivem, além de brigarem muito os irmãos também relembram o passado e começam a enxergar as coisas de uma maneira diferente, enfrentam situações em que querem se matar e outras em que percebem que são acima de tudo uma família e passam e tentam se entender melhor.

"Às vezes, satisfação é uma questão de força de vontade. Precisamos ver o que temos diante do nariz, o que isso pode vir a se tornar, e parar de comparar com o que perdemos. Sei que isso é sábio e verdadeiro, assim como sei que praticamente ninguém consegue colocar em prática". Pág. 220

Tem ainda outros diversos personagens que, cada qual com sua história, nos fazem refletir sobre determinados assuntos. O livro fala sobre amor, traição, perdão, família e sobre valorizar certas coisas da vida. Apesar de tratar de um tema como a morte de uma pessoa e como isso afeta a família, por usar da comédia acaba não sendo um livro pesado.

Para citar um ponto negativo, no começo do livro somos apresentados a muitos personagens e eu demorei pra distinguir quem era quem e por ser narrado por um homem há alguns palavrões e muitos comentários com conotação sexual, o que não me incomodou na verdade, já que encaixa na história e não é exagerado, mas fica de aviso para quem não gosta de palavrões ou coisas do gênero.

"Todos começamos tão confiantes, achando que temos o mundo na palma da mão. Se pararmos para pensar no número infinito de situações que podem nos fazer desmontar, jamais sairemos do nosso quarto". Pág. 267

*O livro foi adaptado para o cinema e o filme, de mesmo nome, foi lançado em setembro de 2014.

Simplesmente Acontece - Cecelia Ahern

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448


O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.

Aquela velha história da pessoa certa na hora errada. Alex e Rosie são amigos desde sempre até que são obrigados a se separar. Eles continuam mantendo a amizade e conversando através de cartas e e-mails e as vezes pessoalmente. Apesar de terem alguns sentimentos um pelo outro, sempre acontece algo que impede o romance.

O livro inteiro é escrito em formato de e-mails, mensagens, cartas e telefonemas. De início pensei que seria algo que incomodaria e que faltariam detalhes na narrativa, mas a leitura é muito fluída e essa forma diferente não influenciou de forma negativa a leitura.

Achei a Rosie um pouco coitada demais. Algumas coisas que acontecem não estão no controle dela, mas por várias vezes ela reclamava tanto da vida que eu tinha vontade de entrar no livro e dar uma sacudida nela. Mas ao mesmo tempo tentei entender algumas atitudes já que Rosie não podia pensar só nela devido as coisas que acontecem.

O relacionamento entre o Alex e a Rosie sempre foi mais de amizade do que romântico, e é muito legal a forma como eles mantem essa amizade apesar de todos os contratempos e de todos os sentimentos que um nutre pelo outro. Independente do que estão sentindo no momento, um sempre apoia o outro e critica também quando necessário, como em qualquer amizade.

Além dessa parte da amizade, o livro fala também sobre família, traição, perdão, correr atrás dos sonhos e sobre essa coisa da vida de que as coisas nem sempre saem como a gente quer ou planeja. Cada vez que parece que eles tem um plano, surge alguma coisa no caminho e a história muda.

"Como a vida é engraçada né? Bem na hora que você pensa que está tudo resolvido, bem na hora que você finalmente começa a planejar alguma coisa de verdade, se empolga e sente como se soubesse a direção em que está seguindo, o caminho muda, a sinalização muda , o vento sopra na direção contrária, o norte de repente vira sul, o leste vira oeste, e você fica perdido. Como é fácil perder o rumo, a direção... Não temos muitas certezas na vida, mas de uma coisa eu tenho certeza: você tem que lidar com as consequências dos seus atos. Tem que seguir adiante, levar certas coisas até o final", Pág. 45.

A história acompanha a vida de Rosie e de Alex durante 45 anos e neste tempo muitas coisas acontecem. Uma outra coisa que se pode tirar do livro é de sempre correr atrás do que se quer que uma hora acaba dando certo, mesmo que não exatamente como a gente esperava.

"Acho que a vida gosta de fazer isso com a gente de vez em quando: te joga num mergulho em alto-mar e, quando parece que você não vai suportar, ela te traz para terra firme de novo". Pág. 96

O livro tem quase 500 páginas, mas a narrativa é super fluída e dá para ler bem rápido. É aquele tipo de livro que te prende e você pensa em ler só mais um capitulo e quando vê já está no último.

*O livro foi adaptado para o cinema

Perdido em Marte - Andy Weir

sábado, 17 de janeiro de 2015

Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Páginas: 335



Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. 

Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.


Então, esta é a situação: estou perdido em Marte. Não tenho como me comunicar com a Hermes nem com a Terra. Todos acham que estou morto. Estou em um Hab projetado para durar 31 dias. Se o oxigenador quebrar, vou sufocar. Se o reaproveitador de água quebrar, vou morrer de sede. Se o Hab se romper, vou explodir. Se nada disso acontecer, vou ficar sem alimento e acabar morrendo de fome. Então, é isso mesmo. Estou ferrado". Pág. 14.

Uma ficção científica incrível, que possui um embasamento teórico muito rico e mesmo assim não deixa a leitura chata ou cansativa. 

Quando Mark sofre um acidente e a tripulação precisa ir embora de Marte as pressas acreditando que ele está morto, o astronauta começa um 'corrida' contra o tempo para conseguir se manter vivo até que a próxima expedição chegue ao planeta, o que deve ocorrer em quatro anos. O principal problema é que a comida disponível não durará até o resgate e ele não tem comunicação nenhuma com a Terra para avisar que está vivo.

Nos cinco primeiros capítulos o personagem começa a pensar em formas de sobreviver e a colocar em prática vários planos. Quando comecei os primeiros capítulos, pensei que seria muito cansativo a leitura, já que na maior parte do tempo Mark está explicando como vai fazer para aumentar o reservatório de água, para criar hidrogênio, fazer um solo fértil e mais um monte de coisas científicas.

Mas a partir do capítulo seis as coisas começam a mudar e o livro fica mais dinâmico. Através de satélites a Nasa descobre que Mark está vivo e começa a acompanhar, através de fotos, a saga do personagem, ao mesmo tempo em que começa a traçar planos para resgatá-lo com vida.

"Minha conversa com a Nasa sobre o reaproveitador de água foi chata e cheia de detalhes técnicos. Portanto, vou parafraseá-la para você.
Eu: 'Isso com certeza é um entupimento. Que tal eu desmontá-lo e verificar os tubos internos?'
Nasa (depois de cinco horas de deliberação): 'Não, você vai ferrar com tudo e morrer'.
Então eu o desmontei".

Os capítulos são divididos entre narrações em primeira pessoa de Mark e em terceira pessoa quando se trata da Nasa ou as coisas que se passam na Terra. A parte de Mark é narrada em forma de diário de bordo, onde ele vai contando o que acontece nos seus dias para o caso de se morrer em Marte, alguém encontrar seu diário. 

O personagem é muito bem construído e passa por vários momentos diferentes, mas ao mesmo tempo é muito bem humorado e irônico tendo em vista toda a situação pela qual está passando. Em várias o livro deixa o leitor agoniado, quando você pensa que vai dar certo o plano do personagem, acontece alguma coisa que muda tudo e a gente se envolvido para que ele consiga sair dali.

E as partes com as explicações científicas, que no começo achei cansativas, no decorrer da leitura considerei como ponto positivo, já que o autor vai esclarecendo, em forma de narração do próprio personagem, os passos para conseguir tais coisas de forma que a história não fique tão absurda, e até para mim, leiga no assunto, ficou fácil de entender.

"Fico pensando se algum dia vão descobrir o que realmente aconteceu. Tenho estado tão ocupado tentando me manter vivo que nunca pensei no que meus pais devem estar passando. Neste momento, estão sentindo a pior dor que alguém pode suportar. Eu daria tudo para avisá-los que ainda estou vivo. 
Acho que vou ter que sobreviver para me redimir". Pág. 22.

* O livro teve os direitos comprados e o filme está previsto para ser lançado em 2015.

Estranha Perfeição - Abbi Glines

sábado, 3 de janeiro de 2015

Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 204

Della Sloane não é uma garota comum. Ansiando se libertar do seu passado sombrio e traumático, ela planeja uma longa viagem de carro em busca de autoconhecimento e dos prazeres da vida real. Seu plano, no entanto, logo encontra um obstáculo: o automóvel fica sem gasolina em Rosemary, Flórida, uma cidadezinha praiana no meio do nada.
Neste cenário, ela conhece o jovem Woods Kerrington, muito disposta a ajudar uma menina bonita em apuros. O que ela não sabe é que Woods é o herdeiro do country club Kerrington e está de casamento marcado com Angelina Greystone, uma união arranjada que culminará na fusão de suas empresas, garantindo o futuro profissional do rapaz.
Uma noite despretensiosa parece a solução perfeita para Della e Woods fugirem por um tempo de tanta pressão. Do passado que ela gostaria de esquecer. Do futuro que ele tantas vezes tentou escapar.
Mas eles não poderiam prever que a atração os levaria a algo mais quando seus caminhos se reencontrassem. Agora precisam aceitar suas estranhezas para descobrirem a perfeição.


Este é o primeiro da série Perfeição, que se passa no mesmo universo da série Sem Limites. Para entender melhor, recomendo que o livro seja lido após Tentação sem limites, já que a história se passa logo após ele.

"Nem todo mundo vê você da forma como você mesma se vê. Às vezes, nossas imperfeições são o que nos tornam especiais. (Pág. 100)

Estranha Perfeição conta a história de Della Sloane e Woods Kerrington. Della teve uma vida complicada e quando se 'libertou' do passado decidiu partir sem rumo em busca de novos ares. Em uma parada na estrada, em um posto de gasolina, ela conhece Woods, que é o herdeiro de um clube de golfes, que é lindo e ainda ajuda com os problemas de colocar gasolina no carro.

Eles passam uma noite juntos e cada um segue seu caminho. Algum tempo depois, eles se reencontram e a atração continua, mas as coisas começam a ficar mais complicadas, já que Woods está noivo de outra mulher (não é spoiler, está na sinopse).

Este livro é bem parecido com os livros da série Sem Limites no quesito conheci, me apaixonei mas não posso ficar junto. Woods e Della vivem uma história de gato e rato e quando não é o noivado dele, são os problemas com o passado dela que atrapalham a história dos dois.

O meu grande problema com o livro continua sendo como as coisas acontecem rápido demais. Você conhece a pessoa, tem cinco minutos de conversa, passa a noite junto e já ama para o resto da vida é inverossímil demais para mim. Pode ser que aconteça? Pode. Mas acho muitas coisas que acontecem no meio da história toda exageradas demais.

Mas como eu citei nas resenhas dos outros livros da outra série que os personagens secundários tinham me atraído mais, foi um grande ponto positivo acompanhar a história do Woods, que apesar de ser lindo e rico, não é do tipo tão cafajeste e sabe como tratar Della. E seguindo na linha de personagens secundários, é muito bacana rever e acompanhar as histórias dos outros personagens também.

O livro é muito bem escrito e já disse outras vezes que a narrativa da Abbi Glines é bastante envolvente e apesar de algumas vezes querer dar um sacode nos personagens, sempre fico querendo saber o que vai acontecer em seguida. A narração é dividida entre Woods e Della, o que também é muito interessante porque dá para acompanhar os dois lados da história.

As partes hot não ficam de fora, claro, e se você gosta desse tipo de leitura, vai gostar bastante. Eu acho algumas coisas exageradas e desnecessárias, mas é questão de gosto pessoal.

O livro termina em uma parte que deixa muita curiosidade para saber o que vai acontecer no próximo.  Se você gosta da série Sem Limites, leia esse livro (que eu gostei mais) e se você não é muito fã, dê uma chance, já que neste o romance, a história e os problemas são mais reais.

*² Leia também as resenhas de Paixão sem limites e Tentação sem limites.

Enquanto eu te esquecia - Jennie Shortridge

sábado, 23 de agosto de 2014

Autora: Jennie Shortridge
Editora: Única
Páginas: 384


Lucie Walker não se lembra de quem é ou como foi parar nas águas geladas da Baía de São Francisco. Encaminhada para uma clínica psiquiátrica, ela aguarda até que um homem chega afirmando ser seu noivo. Entretanto, com seu retorno para casa, essa mulher sem memória vai tomando conhecimento de sua personalidade antes do acidente, da pessoa controladora, fria e sem vida que era, e dos segredos da infância e da família, assim como da situação do noivado e dos mistérios que podem ter provocado o acidente.
Será que ela quer isso de volta? Será que essa nova Lucie conseguirá manter o amor por Grady, ou a oportunidade de recomeçar será sua salvação?

Lucie não se lembra de nada antes de ser encontrada na Baia de São Francisco. Não sabe quem é, quem são são amigos ou parentes nem se lembra de qualquer coisa de sua vida antes desse dia.

Quando Grady, o rapaz que diz ser seu noivo, aparece na clínica para buscá-la, ela fica confusa, mas retorna com ele para casa após ele provar que é realmente quem está falando. Sem reconhecer nada, Lucie tem que recomeçar sua vida. Sua personalidade também mudou completamente e ela não lembra em nada a pessoa mesquinha e controladora que sempre foi. E Grady percebe que a sua noiva agora é uma pessoa completamente desconhecida.

"Ele era um homem bom e devia ter amado a antiga Lucie Walker de todo o coração, mas ela não era aquela pessoa. Não mais, se é alguma vez tivesse realmente sido. E, sim, é claro, a evidência era inegável. Ela era Lucie Walker. E não Era". Págs. 108 e 109

Imagina você acordar sem se lembrar de nada do seu passado ou de quem você é. E como se não bastasse, ainda ter que dividir a casa com uma pessoa 'estranha', além de vizinhos e pessoas próximas te julgando por coisas que você não faz ideia que fazia. Essa é a nova vida de Lucie.

O livro é muito bem narrado e apesar das quase 400 páginas, dá para ler rapidinho e sem ficar cansativo. Algumas partes são muito detalhadas, mas nada que atrapalhe ou dê sono. Até porque, pela forma como a história se desenvolvem, sempre fica aquela dúvida e curiosidade de como vão acontecer as coisas. Será que Lucie vai se lembrar do passado? E o que ela vai fazer caso se lembre, agora que é praticamente outra pessoa? Ela vai se apaixonar por Grady de novo? O que aconteceu antes dela perder a memória? E o principal, qual é o passado de Lucie que nem o seu noivo tem conhecimento?

Durante essa busca de Lucie pelas suas memórias, tentando descobrir quem era, principalmente antes de conhecer Grady, já que ela nunca contou para ela como foi o seu passado, ela vai descobrindo coisas sobre si mesma, algumas chocantes, outras das quais ela não gosta e faz algumas mudanças, como o novo relacionamento com os vizinhos.

E no meio disso tudo ainda tem o noivo. Grady é um personagem super querido, que faz de tudo para Lucie se sentir a vontade e tenta de todas as formas ajudar na sua adaptção, quando na verdade nem ele está a vontade com a situação. Porque, afinal de contas, essa nova Lucie não é a pessoa que ele conhecia ou por quem se apaixonou.

"O que é amor, ela conjecturou, e o que é lembrança? Onde que os dois se intersectam e quando deixará de importar qual veio primeiro?", Pág. 379

O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos são intercalados entre Lucie, Grady e Helen (tia da Lucie), o que é sempre bom porque dá pra ver um pouco do lado de cada pessoa e como cada um está lidando com a situação.

Helen, a tia, é a peça para o passado de Lucie. Elas não tiveram muito contato desde a infância de Lucie, mas agora Helen quer fazer do presente da sobrinha e Lucie quer descobrir mais do seu passado, então elas acabam se conhecendo melhor. E essa á também mais cansativa do livro. Uma coisa que aconteceu no passado de Lucie é a chave de toda a crise dissociativa, mas achei que saiu um pouco do caminho que o livro estava percorrendo. E além da tia Helen ser chata, os capítulos dela ficaram meio perdidos no livro.

No fim, tudo acaba fazendo sentido para as coisas terem acontecido do jeito que aconteceram. Agora o fim do livro ficou meio aberto, de forma que dá margem a mente criativa do leitor para imaginar o que aconteceu de fato, coisa que também não me agradou, porque eu gostaria de saber o que aconteceu realmente sem ter que ficar fantasiando. 

Mas enfim, é uma história bonita de acompanhar, que fala um pouco sobre a crise dissociativa e também sobre amor, recomeços, segundas chances e redescoberta. Sabe aquela pergunta que a gente sempre escuta: "Se você não fosse quem você seria?", é mais ou menos isso, Lucie tem a chance de ser quem ela era ou ser uma pessoa melhor. E o livro deixa ainda essa reflexão, de que não precisamos deixar nosso passado ditar quem seremos. Vale a leitura.

"Nem tudo o que parece um mistério na vida vem de uma lembrança perdida. A vida é cheia de coisas que não conseguimos compreender". Pág. 376


Tentação sem limites - Abby Glines

domingo, 17 de agosto de 2014

Autora: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Páginas: 195


A vida de Blaire Wynn não foi nada fácil. Sua irmã gêmea morreu muito cedo, seu ex-namorado e melhor amigo a traiu e ela precisou cuidar da mãe doente até o último dia de sua vida. Depois de tanto sofrimento, o que ainda seria capaz de machucá-la? O terrível segredo de Rush Finlay. Depois de se apaixonar perdidamente por ele, Blaire descobriu algo cruel que destruiu para sempre o mundo que conhecia. Agora ela está mais sozinha do que nunca e precisa recomeçar a vida longe de todos que a feriram. O único problema é que não consegue deixar de amá-lo. Rush Finlay também não sabe o que fazer. Apesar das tentativas dos amigos e da família para animá-lo, o rapaz segue desolado. Ele já não quer saber da vida que levava, regada a festas, bebidas e mulheres. É atormentado pelas lembranças de um sentimento que jamais imaginara que fosse conhecer e que não pôde ser vivido plenamente. Nem Rush nem Blaire imaginavam que seus universos pudessem se transformar de forma tão radical. Porém, a maior reviravolta das suas vidas ainda está por vir. E ela será tão intensa que obrigará Blaire a engolir o orgulho, voltar a Rosemary, na Flórida, e enfrentar seus inimigos. Rush por sua vez, terá que lutar para consertar seus erros e se provar digno da confiança e do amor dela. 

Este é o segundo da série Sem Limites e você pode ler a resenha do primeiro livro aqui. (A resenha pode conter spoilers do primeiro livro).

Tentação sem limites começa do ponto onde parou o primeiro livro, após Blaire descobrir um segredo que Rush escondia e que mudou a vida de ambos e causou a separação do casal. O primeiro capítulo começa há 13 anos, quando Rush descobre algumas coisa e durante boa parte do livro nós tomamos conhecimento de como as coisas aconteceram. 


Blaire voltou para sua cidade e foi morar na casa de sua avó e de seu primeiro namorado Cain e Rush ficou abatido, parando com a vida de festas e bebedeiras. Até que devido a vários fatos, Blaire volta para Rosemary Beach, onde divide um apartamento com sua amiga Bethy.

"Foram três semanas, quatro dias e doze horas desde que eu a via pela última vez. Desde que ela destruíra meu coração. Se eu estivesse bebendo culparia o álcool. Devia ser uma ilusão desesperada. Mas eu não tinha bebido. Nem um gota. Não havia como confundir Blaire. Era ela. Blaire estava de volta a Rosemary. Estava de volta à minha vida". Pág. 42.

Ruch tenta reconquistar Blaire, mas ela tem medo de se envolver e se magoar novamente. Devido a outro fator, eles se reaproximam e tentam dar mais uma chance para o amor dos dois, mas muitas outras coisas acontecem para atrapalhar o romance.

As mesmas coisas que me incomodaram no primeiro livro continuaram me incomodando neste segundo. Apesar de ter gostado da história quando eles estavam separados e com Rush tentando reconquistar Blaire, achei que as coisas aconteceram rápido demais. 

Blaire, que várias é descrita como forte e independente ,aceita muito facilmente as coisas que Rush impõe. E alguns dramas são muito novela mexicana. Sabe aquelas coisas que não parecem nada demais, mas que as pessoas dão muita importância como se fosse o fim do mundo? Tipo isso. As atitudes dos dois várias vezes me incomodaram.

As cenas hot continuam e também têm várias coisas bregas. não consigo entender como alguém acha sexy as coisas que o Rush fala ou faz. 

O ponto positivo continua sendo a narraçao, que é intercalada entre Rush e Blaire, e é bacana porque dá pra ter a visão dos dois lados. Os personagens secundários também são ótimos. Woods conseguiu me conquistar nesse livro, porque apesar de ter uma atração pela Blaire e não saber até que ponto as coisas que ele faz são por interesse, ele ajudou bastante ela quando ela precisava. Bethy também está bem mais madura nesse livro e gostei da forma como a história dela, inclusive a romântica, se desenvolveu. 

A narrativa é bem leve e dá para ler o livro em um ou dois dias. Apesar de querer bater nos personagens principais, alguma coisa nessa história ainda me atrai para querer terminar a série, até porque a autora sabe construir as cenas de forma que a gente queira saber o que acontece em seguida (na esperança que os personagens amadureçam e parem com essas birras e dramas).

Já vi várias resenhas positivas e acho que o grande problema para mim foi não conseguir me envolver ou mesmo gostar dos personagens principais, pois há quem ame o Rush e acho que isso ajuda a se envolver mais na história. Então acho que esse é o caso em que vale a pena ler para tirar suas próprias conclusões. 

Ex-Heróis - Peter Clines

domingo, 22 de junho de 2014

Autor: Peter Clines
Editora: Novo Século
Páginas: 344


Stealth. Gorgon. Regenerator. Cerberus. Zzzap. Mighty Dragon. Eles eram heróis usando suas habilidades sobre-humanas para fazer de Los Angeles uma cidade melhor e mais segura. Até que uma terrível praga mortal se espalhou pelo mundo. Bilhões morreram, e hordas de zumbis levaram toda a civilização à ruína. Um ano depois, Mighty Dragon e seus companheiros são os protetores dos sobreviventes, refugiados em um estúdio de cinema transformado em fortaleza, o Monte. Assustados e traumatizados, os heróis combatem os vorazes exércitos de ex-humanos nos portões, lideram equipes para procurar por suprimentos e lutam para serem verdadeiros símbolos de força e esperança. Porém, os famintos ex-humanos não são as únicas ameaças que os heróis devem enfrentar. Velhos aliados, com poderes e mentes horrivelmente destorcidas pela morte, ocultam-se nas ruínas da cidade. E apenas poucos quilômetros os separam de outro grupo, lentamente acumulando poder e liderado por um inimigo com a habilidade mais aterrorizante de todas.


Ex-heróis é uma história que mistura dois elementos que eu particularmente gosto bastante: zumbis e heróis.
Após uma chuva de meteoros algumas pessoas foram atingidas por ondas de energia eletromagnética e desenvolveram poderes, como voar, cuspir fogo, gerar eletricidade, entre outros. Os heróis mantinham a cidade de Los Angeles em ordem, protegendo-as dos bandidos e mantendo a paz, coisas típicas de heróis mesmo, com direito a fantasias e tudo.
Até que em determinado momento um vírus se espalha e muitas pessoas passam a ser como zumbis, mortos-vivos, mas são chamados de ex, por serem ex-pessoas. 


“Quase ninguém usou a palavra ‘zumbi’. Foram chamados de ‘ex’ desde a primeira conferência de imprensa presidencial. Isso fez com que a situação se tornasse mais fácil de ser aceita, de alguma forma. Os ex-vivos. A maioria se parecia com humanos. Normalmente , os não lesionados e os mais novos que ainda não tinham se alimentado”. Pág. 35

Os heróis e o restante da população não infectada mantém abrigos em estúdios de cinema e um outro grupo, denominado Seventeens, mantém outro abrigo, e são rivais dos heróis.

Essa mistura de humanos, zumbis e heróis é quase como misturar Os vingadores com The Walking Dead, inclusive com algumas semelhanças entre as histórias, mas apesar dessas semelhanças o desenvolvimento é bem diferente.  E ao mesmo tempo em que remete a algumas histórias, a originalidade vem na junção que o autor fez desses universos distintos. E que foi muito bem feita, diga-se de passagem.

Os capítulos são intercalados entre o Agora e o Antes. O agora sendo os aco
ntecimentos após o apocalipse zumbi, e o antes contando a história de cada um dos heróis no começo de tudo. Essas histórias passado e presente também são uma grande sacada, primeiro porque o capítulo já começa com "Agora" e "Antes" e o leitor já fica situado em que tempo se passa a história sem ficar perdido no meio, mas principalmente porque o passado de um herói é sempre contado dentro de um contexto, e volto a dizer, deixa o leitor mais situado na história do que se fosse em ordem cronológica e também permite saber como cada personagem se tornou herói ou zumbi e o motivo.

A narrativa, além de misturar o passado e presente, é contada sob diferentes pontos de vista. Os capítulos são divididos entre os personagens ,permitindo conhecer cada um sob uma ótica diferente.

Nesse novo mundo há ainda o grupo de Seventeens, contra o qual os humanos e heróis travam a maior das batalhas. O livro, além de original, já que não vi nenhum outro com essa temática que mistura heróis e zumbis, é também muito bem desenvolvido e mistura ação, aventura e um pouco de romance.

A leitura flui e prende a atenção, de forma que a gente quer saber logo o final. E o fim não é totalmente aberto. Claro que deixa algumas brechas para o próximo livro da série, mas a história principal tem um fechamento. Particularmente, não gosto de livros que deixam um milhão de coisas sem resolver.

Enfim, é um livro original e que reúne dois mundos que eu gosto muito. Mesmo quem não gosta deve dar uma chance, porque a história é muito bem desenvolvida e, como disse antes, prende a atenção e instiga a curiosidade.

E termino roubando uma frase da contracapa do livro: "Zumbis? Certo. Super-heróis? Certo. Narrativa impressionante? Certo. Ex-heróis tem tudo isso. Pode se preparar".